Nutrir é Viver

Ciclo de (todas) Dietas

 

Die + t

O que é comer normal para vocês?
O comer normal respeita as necessidades do nosso corpo: fome, vontade e saciedade. Lindo na teoria, porém pode ser muito difícil colocar em prática o comer normal. Quando um profissional – ou outra pessoa – determina o horário, o tipo de comida e a quantidade que uma pessoa deve comer e essa pessoa rege sua alimentação seguindo tal recomendação, automaticamente passa a seguinte mensagem para o corpo “eu não estou te escutando” ou “estou te ignorando” e o corpo consegue lidar com esse “descaso” por um tempo limitado. Com o passar do tempo ele precisa “repor” a energia que foi privada e assim exigirá mais comida. De maneira simplista, pode-se dizer que esse é o ciclo das dietas, que começa com o sentimento de insatisfação corporal (Me sinto gordo/a). Como foi aprendido que para emagrecer é “preciso” restringir comida, a maioria das pessoas inicia a tal dieta: corta esse alimento, diminui uma categoria de alimento, corta aquela coisa gostosa “nem sei se engorda, mas como eu gosto deve engordar” e assim a variedade passa a ser limitada e a alimentação vira uma rotina monótona, sem prazer e automatizada e o pensamento é direcionado para todas aquelas comidas que foram excluídas ou reduzidas da alimentação. Passado um tempo (pode ser 1 hora, 1 semana ou 1 mês) o corpo não consegue lidar com tantas privações e emite sinais cada vez mais frequentes de que é necessário comer outras coisas ou comer mais.

(A restrição leva a obsessão pela comida)

(A restrição leva a obsessão pela comida)

Muitas vezes não se sabe interpretar as mensagens do corpo e são cometidos alguns excessos causados por fome, por uma sensação de “já que”: já que saí da dieta e comi 2 ou 3 bombons, vou comer mais tantos e depois retomo a dieta. Com esse pensamento a sensação de fracasso é potencializada, a insatisfação corporal persiste ou aumenta e assim se inicia um novo ciclo de dieta. Alguém se identifica? Ok, expliquei o ciclo. Mas e aí, por onde começar a mudança, ? Primeiro é importante enfatizar que não é um processo rápido e tão pouco fácil, mas garanto que é menos difícil e mais agradável, uma vez que não exige privações. O ciclo deve ser quebrado e o ponto mais “fácil” de quebra se dá no início da dieta, ou seja, não se começa nenhuma dieta. E depois??? Depois a alimentação deve ganhar uma importância considerável no cotidiano, com a reserva de um tempo adequado para a realização das refeições com calma e pestando-se atenção a cada pedaço de comida que é levado à boca. Quando e quanto comer e quando parar de comer? O corpo é muito inteligente e é necessário que se confie nele. Devemos comer quando estamos com fome (não muuuita para evitar o exagero. Quando come-se com muita fome, maior é o risco de comer demais) e parar de comer quando a saciedade for atingida. É normal ter medo desse novo estilo de “comer”, muita gente acredita que é insaciável ou que não vai conseguir parar de comer, mas o corpo tem sim limite e com o decorrer do tempo a interpretação dessas sensações vai se lapidando. Sei que parece muito diferente de tudo que se lê, mas se você está insatisfeito (a) e já tentou outras formas, provavelmente até mais sofridas, para se relacionar melhor com a comida e não foram bem sucedidas, vou aproveitar a onda de desafios e quero desafiá-los a tentar se relacionar com a comida de uma forma mais natural, escutando os sinais fisiológicos do corpo, pois temos fome, vontades, mas também ficamos sacidados e é importante escutar, reconhecer e muitas vezes atender tais necessidades.
Beijo Gabi

Deixe um comentário »

Adesivo da Beleza

Queridos leitores,

Por falta de tempo não estou conseguindo me dedicar ao blog como gostaria, mas sempre que possível postarei algo. Deixo aqui a página criada pela Mari no Facebook, onde ela postará curiosidades e receitas. Se quiserem nos contatar, tirar dúvidas, etc. nossos e-mails são nutrimarianaeid@gmail.com (Mari) gabigentilmonteiro@hotmail.com (meu).

Para não deixar vocês “a ver navios”, indico 2 blogs, que valem muito a pena conhecer:

O Corpo é Meu: excelente blog!! As matérias são muito interessantes e objetivas.

Não Sou Exposição: blog com bom conteúdo e matérias um pouco mais extensas.

 

Deixo hoje para vocês mais um vídeo produzido pela DOVE. Assistam, reflitam e se amem. A beleza está em cada um de nós e nos olhos de quem vê!

 
Beijos Gabi

2 comentários »

Ditadura ou Mito da Beleza?

 

Esse é o padrão de beleza da sociedade em que vivemos hoje, que como pode-se notar é irreal.
Quem evolui e aperfeiçoa a cada dia é a indústria da beleza, já nós, somos seres humanos e portanto, imperfeitos!

 

Beijos Gabi

 

 

Deixe um comentário »

Você é o que Você Come?

Você é o que come... Mesmo?

Essa semana uma amiga mandou no grupo do whatsapp o vídeo de uma mulher gorda dançando. O vídeo gerou “reações” diversas: uma amiga ficou passada ao ver que a mulher que dança e rebola (muito bem, diga-se de passagem) ainda assim tem sobrepeso/ obesidade, outra amiga respondeu no grupo que amou a atitude dela, mas que pouco tempo atrás teria nojo da mulher. Confesso que fiquei bastante satisfeita com o comentário, acho que já demos um passo adiante no quesito “preconceito”. Porque sentir nojo? Qual a diferença entre uma magra requebrando e uma gorda requebrando (considerando que ambas dançam muito bem)? O ponto comum entre os comentários sobre o vídeo foi a forma da mulher, o que ainda mostra uma preocupação muito grande com o corpo e com a estética.

Uma pessoa obesa pode ser mais saudável que uma magra. Quando muito magra, a pessoa pode correr mais riscos de vida quando comparado à obesa.

Afinal, o que é peso? Peso é a soma da massa magra com a massa gorda, isso inclui todos os órgãos do corpo humano (intestino, pulmão, pele, ossos…). Peso nada mais é do que um número, então pergunto: qual a importância do peso para você? Não se limite a um peso, a um número. Você com toda certeza é bem mais do que isso!

Sabem aquela frase “você é o que você come”? Eu acho tão limitada. Acredito que as pessoas são também o que elas não comem, elas são o que ensinaram para elas, o que elas aprenderam, são também o que não aprenderam e são muito mais que isso. Cada pessoa tem papel diferente em diferentes grupos. Eu, por exemplo, sou nutricionista para os meus pacientes; para meu irmão sou a “plateia”, dou risada de tudo que ele fala (ele é bem engraçado) e sou meio filha dele, quer sempre mandar em mim; para meu namorado sou a maior torcedora nos jogos dele e sou companheira, para meu cachorro eu sou quem passeia e quem cuida. Enfim, o que quero dizer é que são tantos e tão diversos os significados de uma mesma pessoa, que ela não pode se resumir basicamente a ser o que come. Eu como a mesma coisa e represento tantos significados para as pessoas, que nada tem a ver com a comida. Não nos enganemos, uma boa alimentação é sim importante, mas o mais importante é encontrar o meio do caminho. Comer salada, arroz, feijão, carne, ok, sabemos que é “saudável”, mas o bolo, o pastel, a cerveja, também nos trazem sensações benéficas, nutrindo nosso corpo, alma e vida.

Se nutra com o que realmente alimenta seu corpo e alma e não acredite em tudo que falam.

Beijos Gabi

Deixe um comentário »

Oleaginosas do Bem

Oleaginosas

As oleaginosas, conhecidas também por sementes ou frutas secas tem inúmeras funções benéficas, entre elas podem se destacar a redução no risco de câncer de cólon, mama e próstata, inibição de metástase e estímulo à imunidade da célula.

Essas frutas oleaginosas são fortemente temidas pela concentração de gordura que carregam em sua composição, porém, esse artigo é só um, entre muitos que associam positivamente seu consumo com a perda de peso.

Consumidas com moderação, podem ser adjuvantes na perda e manutenção de peso, pois contém fibra, proteína e seu teor de gordura favorece a saciedade.

A castanha de baru, seguida do amendoim, amêndoa, pistache e castanha de caju respectivamente, são as oleaginosas que apresentaram maior teor de proteína.

Por sua vez, a macadâmia, seguida da noz, que seguida da castanha de baru apresentaram maior teor de ômega-3, nutriente conhecido por seu poder altamente antiinflamatório.

Quanto aos minerais, podem ser enfatizadas a avelã e castanha de baru como fonte de cálcio; a castanha de caju e castanha de baru como fonte de ferro e amendoim e pistache ricos em sódio, portanto atenção especial aos 2 últimos itens, principalmente pessoas que tem pressão alta.

A castanha do Pará, atualmente chamada de castanha do Brasil merece destaque entre esse grupo, uma vez que é a maior fonte de selênio da nossa alimentação. O teor desse mineral varia conforme a região, porém ainda assim é considerada a maior fonte alimentar desse mineral tão importante para a atividade normal dos hormônios tireoidianos, por exemplo.

As oleaginosas são ótimas para acompanhar frutas, salpicar na salada, levar nos lanches e em outros momentos. Não há motivos para temê-las, mas são diversos os motivos para comê-las!


Beijos Gabi

5 comentários »

Bebida Diet e o (Des)Controle do Peso

Bebida Tradicional

 

 

Você prefere refrigerante diet ou normal? Atende sua preferência?

Um estudo feito com cerca de 24 mil pessoas nos Estados Unidos mostrou que o consumo de bebida normal, quando comparada à diet, pode ajudar no controle de peso. Isso porque adultos que tomam bebida diet consomem mais calorias, principalmente de snacks, do que pessoas que tomam bebida normal. 

Não estou aqui recomendando o consumo de refrigerante normal ou suco cheio de açúcar ou sem açúcar nenhum, mas por meio deste artigo tento mostrar como é importante atendermos nossas vontades vez ou outra. Percebo no dia-a-dia que quanto mais as pessoas suprimem suas vontades, mais elas “compensam” com outros alimentos. E não, depois elas não ficam satisfeitas. Um exemplo muito freqüente acontece com os carboidratos. Muitas pessoas tentam restringi-lo ao máximo, e infelizmente não associam alguns sinais e sintomas a essa restrição. Os mais comuns são o comer exagerado/ “compulsão” após um certo período de restrição, dor de cabeça, fadiga, mau humor, algumas alterações neurológicas, etc.

O refrigerante, assim como o suco e outros alimentos podem sim ser saudáveis, dependendo da forma como são consumidos, o momento, a quantidade e outras variáveis.

Entenda, não é porque é diet, light ou zero que tal alimento/ comida ou bebida não engorda, ou engorda; faz mal à saúde, ou não faz. Nenhum alimento isoladamente tem o poder de nos engordar ou emagrecer. Esses processos dependem de uma associação de muitos fatores genéticos, hormonais, metabólicos, etc. 

Para ver a matéria na íntegra clique aqui 


Bebida Tradicional

Você quer mesmo comemorar com bebida dietética? Se realmente quiser vá em frente, mas a chance de ser real essa vontade, convenhamos, é muito pequena!

 

Beijos,
Gabi

1 Comentário »

Eat Clean

Se dê Conta - Genta
“Comer limpo”? “Coma limpo”? Limpo é o oposto de sujo, logo uma pessoa que não come limpo come sujo?
Esse é o atual conceito que está sendo disseminado por inúmeras pessoal, inclusive da área da saúde. Eu questiono então o que comem essas pessoas, pois eu como comida, simples assim.

As pessoas tem associado “eat clean” às frutas e hortaliças, alimentos sem glúten, sem leite, preparações protéicas, às vezes o termo também é associado a alimentos livres de agrotóxicos e outros aditivos e por aí vai. Porque um brigadeiro normal, que não seja protéico, não pode ser vinculado a esse termo? Ou um bolo bem gostoso? Qualquer alimento isolado, ou associado a outro em determinado momento NUNCA sujará alguém. Aliás, pode sujar sim, a roupa, a boca, o chão, a mesa, mas JAMAIS sujará o corpo/ organismo de qualquer pessoa.

Vejo no instagram inúmeros posts de café da manhã, lanches, almoço.. Tudo muito cheio de verde, frutas.. Isso é ótimo, pois são necessários para fornecer a energia e bem estar de cada dia. Mas são tão importantes e fundamentais quanto o pastel, vez ou outra, a coxinha e outros alimentos que favorecem o bem-estar imediato, ou não. Não se enganem, pois pessoas “saudáveis” também comem batata frita, bolo recheado de doce de leite com cobertura de chocolate, etc. O que não é saudável é não comer, ou comer e não apreciar, essas delícias.

A vida é doce, prazerosa. Permitam-se saboreá-la. Na realidade atual é muito fácil sermos dominados pelo sentimento de culpa. Culpa por não conseguir encontrar aquela pessoa querida, culpa por não estar em dois lugares ao mesmo tempo, culpa por chegar atrasado em um compromisso, por não conseguir praticar atividade física nos dias planejados, culpa por comer algo prazeroso, culpa que leva a culpa por não ter o “corpo perfeito”, o corpo almejado, aquele de capa de revista super modificado.

E se essa culpa fosse transformada em prazer? Será que não nos sentiríamos muito mais livres? Experimente trocar, quando possível claro, o sentimento de culpa por um sentimento positivo, que faça o prazer deste momento predominar na sua semana. Exemplo: deixar de ir à academia um dia para tomar sol na piscina ou então dormir mais um pouco, afinal você dormiu tarde no dia anterior. Ou coma aquele prato desejado que há tanto tempo você se proíbe. Será que ao invés de tantas auto proibições, se houvesse mais concessões, você não conseguiria fazer escolhas melhores, mais satisfatórias? Acredito que a “liberdade” seria mais verdadeira. É preciso dizer sim para poder dizer não! Dizer sim, para muitos, pode ser um aprendizado. É senso comum que o proibido é mais atrativo, mais gostoso, portanto liberte-se das auto proibições, pois deste modo você desfrutará muito mais das suas paixões, momentos gostosos e prazeres sem sentir que está “burlando regras” auto impostas.

O meu intuito com este texto é expressar o meu ponto de vista quanto a radicalização de uma “alimentação saudável”. Tudo que comemos é comida, e portanto não é sujo e não é limpo. É simplesmente…. COMIDA. São criados tantos termos para “comida” e essas invenções geram tanta angústia nas pessoas que questiono qual o objetivo de criar termos para “alimento”/ comida. No meu conceito pessoal (enfatizo!) alimento é toda e qualquer coisa que acalma, energiza e alegra o corpo e a alma.

O GENTA (Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares) criou uma campanha para incentivar as pessoas a questionarem suas preocupações. Quem puder entre na página e mergulhe. Achei muito bacana a campanha e o retorno da mesma. Infelizmente não consegui publicar esse post a tempo e a campanha foi encerrada, mas as mensagens estão registradas na página do facebook e são mensagens super interessantes.

OBS: A imagem do post é da campanha do GENTA. Selecionei essa por ter gostado muito da frase inicial.


Beijos Gabi

Deixe um comentário »

Como Driblar as Compulsões

Garfield

A compulsão alimentar é determinada pelo consumo de grande quantidade de alimento em curto período de tempo. Comer compulsivamente pode ter diversas razões, pode ser uma questão emocional desencadeada por sentimentos de tristeza, felicidade, angústia, raiva e outros sentimentos. Outra causa pode ser o período prolongado de jejum, quando o seu corpo envia sinais de fome e você nega esse sinal por algum motivo e, ao se alimentar após esse período, pode ter dificuldade de parar. Outra razão para a compulsão acontecer é a restrição de um alimento muito desejado e sua compensação por outro ou outros, isso acontece com freqüência com doce. Muitas pessoas acreditam que comer doce é “crime”, então se “auto-proibem” de consumir alimentos desse grupo. Um exemplo bem comum é ter vontade de comer um chocolate, bolo ou outro docinho e não se permitir este consumo. Após um período, pode ser longo ou não, não é incomum essa mesma pessoa que restringiu algo atacar a geladeira e/ou dispensa e comer, em curto espaço de tempo, uma quantidade exagerada de um ou vários alimentos. Sabe qual o problema disso? Você não aproveitou o que comeu. Comeu de tal forma que a partir de certo ponto, o alimento perdeu o gosto e você nem percebeu. E aí eu pergunto: Não era melhor ter comido um chocolate? Ou um pedaço de bolo, ou até dois, se o bolo estivesse muito gostoso.. Você não acha que teria aproveitado mais? E pensando em calorias, dois pedaços de bolo seriam provavelmente menos calóricos do que um pacote de biscoito ou qualquer outro alimento que consumido em grande quantidade. Faço uma ressalva para a preocupação com calorias, pois de tanto se preocupar com esses números, nos deparamos com uma sociedade que não come comida, mas sim calorias. Isso gera uma ansiedade tão grande que alimenta a compulsão alimentar.

Para driblar o exagero na hora do consumo, você pode sentar à mesa e colocar em um prato uma quantidade de alimento que satisfaça a sua vontade e fome. Guarde o alimento, dificultando seu acesso e coma aquele do prato. Se depois de comer aquela porção ainda não estiver satisfeito, coloque uma quantidade que seja suficiente para matar a fome. Evite realizar outras atividades enquanto estiver comendo, como assistir televisão e mexer no computador, pois sua atenção é dispersada e sua interpretação de saciedade pode ser retardada.


Beijos Gabi

Deixe um comentário »

Mais Comida, Menos Contaminantes

Chapa Grill
Em geral, o processo térmico aumenta a quantidade de arsênico (As) e mercúrio (Hg) e diminui a de cádmio (Cd),  com exceção da fritura e do micro-ondas, e quando o processo envolvido não é grelhar, o chumbo (Pb) também é reduzido.

Para minimizar alguns contaminantes é indicado, por exemplo, que o arroz seja lavado antes da cocção. Considerando que a água e o equipamento utilizado na cocção não estão contaminados, essa simples lavagem remove 28% do arsênico.

O mercúrio já foi pauta aqui, mas vale ressaltar que a concentração na sua forma tóxica, denominada metilmercúrio, em espécies aquáticas dependem da contaminação do ambiente, da natureza predatória e longevidade da espécie, sendo assim as espécies maiores e predadoras apresentam maior concentração de mercúrio em seus tecidos, enquanto espécies menores e/ ou de vida mais curta têm concentrações mais baixas.

Nos estudos, o chumbo foi detectado apenas nas amostras cruas. Em frutos do mar os estudos apresentaram resultados divergentes, pois alguns mostraram que os processos térmicos reduziram a concentração de Pb, outros indicaram aumento da concentração após grelhar e tiveram estudos que não apresentaram nenhuma diferença significativa. Um único estudo demonstrou elevação da substância em carnes grelhadas em chapas quentes, uma vez que há liberação de chumbo pela chapa.

Durante o processo de aquecimento, são produzidas outras substâncias como dienoaldeído e acrilamida. O primeiro tem potencial tóxico em rins, fígado, pulmão e trato gastrointestinal e pode ser encontrado inclusive na fumaça de óleos aquecidos. Por essa razão o dienoaldeído tem sido associado ao desenvolvimento de câncer dos pulmões em mulheres expostas ao vapor de óleo durante a fritura, devendo portanto, evitar a fumaça. Já a acrilamida é uma molécula carcinogênica (com potencial para o desenvolvimento de câncer) e tóxica ao sistema nervoso. Essa substância tem aumento da concentração quando alimentos ricos principalmente em carboidrato são submetidos a tratamentos térmicos como fritar, assar, torrar e exposição ao microondas. Em condições de maior tempo e temperatura, a concentração da acrilamida eleva-se ainda mais, porém pode ser reduzida após o resfriamento do alimento que foi submetido previamente ao processamento térmico.

Listei abaixo o efeito de alguns processos na concentração de determinados contaminantes em alguns alimentos.

Bacalhau e lulas: quando submetidos a diversos procedimentos apresentam elevação de arsênico.

Robalo: aumento do arsênico quando frito e/ou exposto ao microondas. O Cádmio apresentou elevação após procedimento no microondas, enquanto o chumbo também foi mais concentrado após grelhar, assar ou expor o peixe ao microondas. Em outros peixes o cádmio e chumbo apresentaram-se reduzidos após a cocção, porém diversos outros procedimentos, inclusive a fritura, demonstraram considerável aumento do mercúrio em diversas espécies de peixe.

Frutos do mar: apesar de serem investigados diversos procedimentos, o mercúrio não apresentou significativa alteração de concentração.

Apesar de parecer que não temos muitas alternativas saudáveis, o intuito do blog é mostrar que o revezamento dos alimentos e procedimentos culinários são a melhor forma de cuidar da nossa saúde. O segredo é não comer só fritura ou só grelhado.

 

Beijos Gabi

Deixe um comentário »

Fome X Saciedade

pratos_menores

Às vezes, nem tão raro assim, negamos a fome para evitar o ato de comer. A fome não é específica, qualquer alimento disponível que você goste (ou não) pode matar a fome.

A saciedade é um sinal interno para pararmos de comer e indica a ausência de fome. Ao comermos algo quando não estamos com fome, dificulta a percepção da saciedade. Essa sensação não traz desconforto, ao contrário da sensação de “entupimento” ou “estar cheio”, que por sua vez não necessariamente traduz a saciedade. Você pode estar cheio, mas não saciado.

A saciedade é influenciada por diversos fatores, entre eles os fisiológicos, como tempo de mastigação, hormônios e outros.

Parar de comer ao ficar satisfeito pode resultar em deixar comida no prato. Muitas pessoas criticam esse ato, mas por quê? Se você está satisfeito e sobrou comida, porque você deve se obrigar a comer? Essa comida restante no prato, quando não consumida provavelmente será jogada no lixo, e você se obrigar a comer faz de você o seu lixo, ou seja, você faz do seu corpo o lixo, isso está certo? Para evitar jogar fora a comida, você pode se servir de menores porções, ou então, usar pratos menores.

Porções Iguais

Você sabia que a saciedade também está relacionada à aparência visual do prato? Experimente colocar em um prato pequeno uma quantidade de macarrão (pode ser qualquer alimento, quis usar o macarrão, pois acho ilustrativo). Agora pegue um prato grande e coloque a mesma quantidade do macarrão. Talvez você não se sinta saciado comendo o macarrão do prato maior, mas ao comer o do prato menor, talvez você consiga até se sentir cheio. Se não acredita, faça essa experiência.

Comer devagar, fazer pausas entre uma e outra garfada e mastigar bem os alimentos ajudam na expressão da saciedade. Outro fator fundamental para essa percepção é comer sem distrações, portanto evite comer assistindo televisão, lendo ou fazendo qualquer outra atividade que torne a refeição uma prática automática e de importância secundária.


Beijos Gabi

1 Comentário »

%d blogueiros gostam disto: