Nutrir é Viver

Ciclo de (todas) Dietas

em 14/03/2016

 

Die + t

O que é comer normal para vocês?
O comer normal respeita as necessidades do nosso corpo: fome, vontade e saciedade. Lindo na teoria, porém pode ser muito difícil colocar em prática o comer normal. Quando um profissional – ou outra pessoa – determina o horário, o tipo de comida e a quantidade que uma pessoa deve comer e essa pessoa rege sua alimentação seguindo tal recomendação, automaticamente passa a seguinte mensagem para o corpo “eu não estou te escutando” ou “estou te ignorando” e o corpo consegue lidar com esse “descaso” por um tempo limitado. Com o passar do tempo ele precisa “repor” a energia que foi privada e assim exigirá mais comida. De maneira simplista, pode-se dizer que esse é o ciclo das dietas, que começa com o sentimento de insatisfação corporal (Me sinto gordo/a). Como foi aprendido que para emagrecer é “preciso” restringir comida, a maioria das pessoas inicia a tal dieta: corta esse alimento, diminui uma categoria de alimento, corta aquela coisa gostosa “nem sei se engorda, mas como eu gosto deve engordar” e assim a variedade passa a ser limitada e a alimentação vira uma rotina monótona, sem prazer e automatizada e o pensamento é direcionado para todas aquelas comidas que foram excluídas ou reduzidas da alimentação. Passado um tempo (pode ser 1 hora, 1 semana ou 1 mês) o corpo não consegue lidar com tantas privações e emite sinais cada vez mais frequentes de que é necessário comer outras coisas ou comer mais.

(A restrição leva a obsessão pela comida)

(A restrição leva a obsessão pela comida)

Muitas vezes não se sabe interpretar as mensagens do corpo e são cometidos alguns excessos causados por fome, por uma sensação de “já que”: já que saí da dieta e comi 2 ou 3 bombons, vou comer mais tantos e depois retomo a dieta. Com esse pensamento a sensação de fracasso é potencializada, a insatisfação corporal persiste ou aumenta e assim se inicia um novo ciclo de dieta. Alguém se identifica? Ok, expliquei o ciclo. Mas e aí, por onde começar a mudança, ? Primeiro é importante enfatizar que não é um processo rápido e tão pouco fácil, mas garanto que é menos difícil e mais agradável, uma vez que não exige privações. O ciclo deve ser quebrado e o ponto mais “fácil” de quebra se dá no início da dieta, ou seja, não se começa nenhuma dieta. E depois??? Depois a alimentação deve ganhar uma importância considerável no cotidiano, com a reserva de um tempo adequado para a realização das refeições com calma e pestando-se atenção a cada pedaço de comida que é levado à boca. Quando e quanto comer e quando parar de comer? O corpo é muito inteligente e é necessário que se confie nele. Devemos comer quando estamos com fome (não muuuita para evitar o exagero. Quando come-se com muita fome, maior é o risco de comer demais) e parar de comer quando a saciedade for atingida. É normal ter medo desse novo estilo de “comer”, muita gente acredita que é insaciável ou que não vai conseguir parar de comer, mas o corpo tem sim limite e com o decorrer do tempo a interpretação dessas sensações vai se lapidando. Sei que parece muito diferente de tudo que se lê, mas se você está insatisfeito (a) e já tentou outras formas, provavelmente até mais sofridas, para se relacionar melhor com a comida e não foram bem sucedidas, vou aproveitar a onda de desafios e quero desafiá-los a tentar se relacionar com a comida de uma forma mais natural, escutando os sinais fisiológicos do corpo, pois temos fome, vontades, mas também ficamos sacidados e é importante escutar, reconhecer e muitas vezes atender tais necessidades.
Beijo Gabi

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